domingo, 2 de outubro de 2011

A vida sempre me colocou o direito de poder sentir. Quando percebo uma diferença no meu modo de fazê-lo, longo penso se é amadurecimento ou se estou perdendo o jeito - culpa, talvez, das feridas. Hoje, bateu um medo de ser frio, de não mais ser tocado pelos sentimentos. Mas, talvez, um pouco de vento no rosto, o vazio do silêncio, um descanso e outras pequenas coisas possam trazer uma nova vida para quem não deseja sair ileso da arte de sentir.

domingo, 11 de setembro de 2011

O mundo exige que você não deixe os ombros caírem em momento algum. É preciso estar alerta, prestar atenção a todas as palavras e rebatê-las sabendo que a resposta funciona mais como um teste do que como um retorno.

Acredito cada vez mais que viver é uma grande prova. Pena que eu nunca fui muito de querer ser o primeiro lugar. É, a toalha pode cair antes de ultrapassar a chegada.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sempre sábio

" A recomendação aqui é simples, direta e clara: quietude, contemplação, espera. A planta não brota mais rápido por conta do nosso bel prazer e sim por conta de suas reais e naturais necessidades". Personare

Seis

Um ponto, dois pontos, reticências.

Já não há significados a descobrir. Já não há razões para significá-los.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Das palavras perdidas, dos meus secretos

"Mais comedido, fato, mas ainda querendo acreditar que é possível ser feliz com alguém. Que é possível ter o reconhecimento mútuo, como também o carinho, companheirismo e a doação. Porque é difícil deixar de sonhar com um amanhã promissor, quando acordarei de pernas entrelaçadas e um beijo doce de bom dia, diariamente".

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E o abraço da calma vem de onde menos se espera. É, começo a acreditar na bondade de estranhos, como diria Blanche Dubois.

domingo, 28 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Deixou

"Você deixou tudo a tua cara. Só pra deixar tudo. Com cara de saudade".

Você deixou tudo com o seu gosto, com seu cheiro, com seu jeito.

E eu ainda não sei como deixar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pela metade

Corpo dói, cabeça dói, alma dói. Todo dolorido. Jogando os planos pela janela, fazendo os pensamentos de fogueira. E mudar é preciso – apesar de todas as dificuldades para isso.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Minha vida e as intersecções entre os dois pontos e o ponto final.

[isso poderia ser nome de livro]


"Minhas chaves estavam lá, guardadas com carinho – ele nem teve tempo de usá-las. Não precisa mais de chaves. Deixou aquelas e levou com ele uma outra chave, não sem antes trancar lá dentro um amor enorme. Essa, ele nunca devolveu".

C.G.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada".

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O segundo posterior

Às vezes a impressão é que o dia vai ser longo. Não é uma percepção que aparece com o tempo, mas que surge logo ao abrir dos olhos. Sorrir parece um desperdício. As poucas palavras parecem a solução. Ficar sozinho, a saída.

Mas o dia vai passando. Alguns sorrisos brotam, um e outro trazem um pouco de brilho para aguentar os segundos que faltam. O pensamento recorrente se dispersa. Talvez, as soluções, tão simples, brotem. Ainda fico com as poucas palavras, talvez culpa do horóscopo de hoje, que as coloca em um campo minado, como a dizer que o corpo consegue falar mais, que o tempo pode pretender muito além desse momento – pra melhor ou para pior, e é lindo esperar algumas surpresas.

Daí, você percebe que o dia nem acabou ainda. Que dá tempo de aproveitar os segundos que restam. Com ou sem sorrisos, com ou sem palavras. Mas com a cabeça mais centrada. E o celular ligado e carregado para qualquer eventualidade.


“Ando tanto tempo a perguntar
Porque esperar tanto assim de alguém
Percorrendo espaços no mesmo lugar
Não sei há quanto tempo estou a te buscar
Num segundo eu vou
Sabendo e percebendo o seu sabor
Sem ter medo estou
Correndo contra o vento sem nenhum rancor
Ando tanto tempo a perguntar
Porque esperar tanto assim de alguém
Sem saber
Sem qualquer medo de ver”

terça-feira, 12 de julho de 2011

Muito estranho isso de ter verdade. Mudá-la, então, pede paciência, esforço. E mesmo que você ache que está certo, paira uma dúvida.

Dúvida, inclusive, de se arrepender de mudar e precisar depois mudar de novo.

"Help me let down my guard
Make love to me"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma metade

E o primeiro semestre do ano acabou. Começou com uma rolha explodindo antes do tempo, um mal-estar inesperado, uma esperança renovada. Acaba com tantas histórias que me perco entre o “valeu a experiência”, “prefiro nem lembrar” e “foi massa”.

Esse primeiro semestre acaba e começa um novo momento, acho que, infelizmente, sem planos. Expectativas sempre, pena que as dores me fazem perder um pouco daquele lado sonhador – as dores ou a tentativa de ser racional.

Às vezes acho triste não ver o adiante, mas também fico tentando encontrar viabilidade no dia após dia. Às vezes acho triste não confiar tanto nos outros, mas também bom saber separar melhor as pessoas, os graus. Tudo sempre dúbio.

E dá uma vontade de gritar, chorar, espernear e se fazer visto. Nada de amostramento. Só um desabafo. Para começar tudo de novo. Como, eu ainda não sei. Mas vou aprendendo.

"Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus"