quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E eu só consigo reconhecer aquilo que você deixou de pior: a dor, o vazio, o eterno sonho que nunca existirá.

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Eu só consigo reconhecer o seu sorriso enigmático. Os olhos de ressaca, um toque leve, mas sugestivo.

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Ontem, hoje, o que vem.

sábado, 8 de outubro de 2011

Um belo dia muda toda a história. O trânsito mudou, a parada de ônibus deixou de existir, seu telefone dá sempre na caixa postal. Seria minha hora de mudar também?

domingo, 2 de outubro de 2011

A vida sempre me colocou o direito de poder sentir. Quando percebo uma diferença no meu modo de fazê-lo, longo penso se é amadurecimento ou se estou perdendo o jeito - culpa, talvez, das feridas. Hoje, bateu um medo de ser frio, de não mais ser tocado pelos sentimentos. Mas, talvez, um pouco de vento no rosto, o vazio do silêncio, um descanso e outras pequenas coisas possam trazer uma nova vida para quem não deseja sair ileso da arte de sentir.

domingo, 11 de setembro de 2011

O mundo exige que você não deixe os ombros caírem em momento algum. É preciso estar alerta, prestar atenção a todas as palavras e rebatê-las sabendo que a resposta funciona mais como um teste do que como um retorno.

Acredito cada vez mais que viver é uma grande prova. Pena que eu nunca fui muito de querer ser o primeiro lugar. É, a toalha pode cair antes de ultrapassar a chegada.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sempre sábio

" A recomendação aqui é simples, direta e clara: quietude, contemplação, espera. A planta não brota mais rápido por conta do nosso bel prazer e sim por conta de suas reais e naturais necessidades". Personare

Seis

Um ponto, dois pontos, reticências.

Já não há significados a descobrir. Já não há razões para significá-los.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Das palavras perdidas, dos meus secretos

"Mais comedido, fato, mas ainda querendo acreditar que é possível ser feliz com alguém. Que é possível ter o reconhecimento mútuo, como também o carinho, companheirismo e a doação. Porque é difícil deixar de sonhar com um amanhã promissor, quando acordarei de pernas entrelaçadas e um beijo doce de bom dia, diariamente".

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E o abraço da calma vem de onde menos se espera. É, começo a acreditar na bondade de estranhos, como diria Blanche Dubois.

domingo, 28 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Deixou

"Você deixou tudo a tua cara. Só pra deixar tudo. Com cara de saudade".

Você deixou tudo com o seu gosto, com seu cheiro, com seu jeito.

E eu ainda não sei como deixar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pela metade

Corpo dói, cabeça dói, alma dói. Todo dolorido. Jogando os planos pela janela, fazendo os pensamentos de fogueira. E mudar é preciso – apesar de todas as dificuldades para isso.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Minha vida e as intersecções entre os dois pontos e o ponto final.

[isso poderia ser nome de livro]


"Minhas chaves estavam lá, guardadas com carinho – ele nem teve tempo de usá-las. Não precisa mais de chaves. Deixou aquelas e levou com ele uma outra chave, não sem antes trancar lá dentro um amor enorme. Essa, ele nunca devolveu".

C.G.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada".

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O segundo posterior

Às vezes a impressão é que o dia vai ser longo. Não é uma percepção que aparece com o tempo, mas que surge logo ao abrir dos olhos. Sorrir parece um desperdício. As poucas palavras parecem a solução. Ficar sozinho, a saída.

Mas o dia vai passando. Alguns sorrisos brotam, um e outro trazem um pouco de brilho para aguentar os segundos que faltam. O pensamento recorrente se dispersa. Talvez, as soluções, tão simples, brotem. Ainda fico com as poucas palavras, talvez culpa do horóscopo de hoje, que as coloca em um campo minado, como a dizer que o corpo consegue falar mais, que o tempo pode pretender muito além desse momento – pra melhor ou para pior, e é lindo esperar algumas surpresas.

Daí, você percebe que o dia nem acabou ainda. Que dá tempo de aproveitar os segundos que restam. Com ou sem sorrisos, com ou sem palavras. Mas com a cabeça mais centrada. E o celular ligado e carregado para qualquer eventualidade.


“Ando tanto tempo a perguntar
Porque esperar tanto assim de alguém
Percorrendo espaços no mesmo lugar
Não sei há quanto tempo estou a te buscar
Num segundo eu vou
Sabendo e percebendo o seu sabor
Sem ter medo estou
Correndo contra o vento sem nenhum rancor
Ando tanto tempo a perguntar
Porque esperar tanto assim de alguém
Sem saber
Sem qualquer medo de ver”