segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quase nada. Meio tudo

É tão bonito quando a gente consegue expressar tudo, mas tudo mesmo, em menos de meia dúzia de palavras. Ou melhor: é tão lindo quando a gente diz tudo com quase nada. Ou nenhuma palavra concreta. Talvez apenas um som e só. É como se a gente preparasse o momento e: ________________. Pronto. Estamos conectados. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Outro dia, achei um sorriso teu aqui. É como se a história estivesse dizendo: sorrisos não se apagam, apesar de perder um pouco da cor.
Eu rio. E transbordo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tudo passa

Daí que você começa a entender muito pouco. Tanto alarde, tanto drama e, no fim das contas, é um quase nada. No meio disso tudo, a gente nem percebe que há, bem do nosso lado, alguém tipo com um problema mesmo. Daqueles que são necessários resolver logo. E que merecem preocupação. A gente nem percebe. E, depois, sabendo de toda a história, que já teve desfecho feliz, dá vontade de chutar tudo, gritar e simplesmente parar. Ah, e claro, achar a pessoinha e dar aquele abraço. Sem dizer nada, sem perguntar, sem parecer que soube. Só um abraço. E um sorriso daqueles que ajudam a curar um pouquinho mais tudo o que passou. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Acontece

"Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho".

Adriana Falcão

domingo, 25 de novembro de 2012

Não lembro as fontes, mas li uma matéria com a seguinte máxima: quanto maior o grau de instrução do indivíduo, maior a dificuldade de ter relacionamentos. Na época, lembro de jogar a culpa dos meus desencontros amorosos a recém-finalizada pós-graduação. E vez ou outra essa ideia volta à cabeça. Creio, realmente, que há conexão. Gostar, eu sempre acabo gostando. Tanta gente já apareceu, principalmente nas horas incertas. Mas sempre há os poréns: distância, concordância, valores, vírgulas, desejos, imediatismos, idade. Lembranças. 

Hoje, preferia a ignorância. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Uma avenida sem coração

Só agora percebi: nosso amor foi uma novela que, literalmente, acabou em frente a uma televisão.

domingo, 26 de agosto de 2012

Quando a decepção não causa dor, raiva, abuso. Só aquele vazio. Meio que um quase nada. E eu já deveria estar acostumado...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Verdades

"Ao menos com o passar do tempo descobri como separar a dor do resto todo, esse resto que inclui um amor que não saiu nem com ódio, esponja ou o definitivo do impossível. Quando vi que não ia sair, nem diminuir, aceitei. E entendi que a resignação não era assim tão dolorosa. Ao menos até agora".

Duas pessoas são muitas coisas, de Cristiane Lisbôa.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Li ontem que escrever é fracassar. Acho que cheguei a esse nível. Quando as palavras se voltam contra o autor.  São usadas para destratá-lo. Logo eu, que gosto tanto delas. Das palavras. Logo eu, que fico triste ao vê-las ferozes, sem razão, como agora. Às vezes é melhor esquecê-las. Não lê-las nunca mais. Ficar vazio. Assim. E não se machucar.

domingo, 5 de agosto de 2012

Daqueles dias de se perder o jeito. De não entender as artimanhas dos caminhos. De olhar ao redor e se perceber muito pouco - de se encaixar muito pouco em tudo. Daquelas vontades de hibernar e só voltar quando tudo começar a ter lógica, quando se criar um sentido real para tudo isso. Porque o tempo está passando rápido demais, e dá aquele medo de, lá pela frente, fazer a retrospectiva e não achar nem mais motivos para expectativas.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Disritmia

Porque quando o coração batuca, o corpo também tem que dançar.