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terça-feira, 27 de julho de 2010

Branco


O teu lado da cama fica levemente bagunçado sempre. Desarrumo tudo antes de abrir os olhos, como se tu tiveste saído mais cedo, antes de um doce beijo de olho.

* Foto daqui.

domingo, 25 de julho de 2010

Tudo a tua cara

“às vezes, bate uma saudade besta de tu, mas nem sempre eu digo, pra tu não ficar se gabando demais! Hahaha! eu sei que ando meio ausente, mas eu espero que tu saibas que minha ausência não significa que não te amo ou que te amo menos, sabe? preciso dizer que te amo? às vezes, eu acho que dizer isso ficou meio batido, mas eu também acho que às vezes a gente precisa dizer, né? pra tu nem pensar em desconfiar do contrário, e tal e pra tu nunca esquecer também. ;*”

Tão longe, tão perto. Sempre. E fico relendo os recadinhos para sorrir um pouco mais.

Primeiro dia

Dormir muito, muito. Acordar no entre, por mensagens, por ligações [no visor aparece: Não Atender], para beber água. Começar um domingo cedo. Um domingo com cara de cinza, um domingo de frio.

Hoje é um daqueles dias de silêncio e muita reflexão. Há toda a vontade de receber um chamado, uma visita surpresa que o tire desse torpor. Mas a necessidade mesmo é aprender a lidar com a solidão.



“É invariavelmente no domingo que lembramos de uma música melosa, de um jeito especial de fazer massagem no pé, da honestidade de alguns sentimentos”. F. de G.

terça-feira, 20 de julho de 2010

E duvidei

Duvidei de tudo um pouco. Menos da minha força de amar, mesmo errando.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rasgando

Os nós

Amar dói ao extremo. Cansa. Dá vontade de mais e mais, mesmo com o sofrimento. Mesmo vendo a pessoa amada com alguém – que pode mudar para outra, que pode voltar para si.

Esses encontros e desencontros deixaram-me triste na última sexta, quando vi o espetáculo de dança Entre Nós. Saí de casa no escuro. Recebi o convite, fui. E fui me encolhendo na cadeira, escutando músicas interpretadas por Maria Bethânia, todas falando de amor. Vi os olhos dos atores/dançarinos, expressivos, tristes. Prestei atenção em cada passo, gesto. Tudo de uma tristeza tão bonita. Cerca de 45 minutos de dores. E não saí arrependido.

O espetáculo, com Juan Guimarães [o único que consegui achar no twitter], está em cartaz no Barreto Júnior, todas as sextas, às 20h. Mais informações, na matéria do Diário de Pernambuco.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fragmentos


Sempre me interesso pela melancolia. Pela interrogação estampada no rosto.

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Acordei com o coração tão acelerado hoje que pensei estar em pleno processo de infarto. Mas entendi que meu mal é infartar um pouco a cada segundo.

* Quadro de Paul Klee, intitulado Letter Ghost

domingo, 4 de julho de 2010

Segunda parte

O Personare, há pouco mais de um mês, deu a dica: escreva. Quer falar, expor sentimentos, situações? Não fale, escreva. Assim, seria mais fácil pensar e analisar com parcimônia a situação.

Escrevi muito. Em casa, no trabalho, no trânsito ou em festas, após beber um pouco [muito]. Tudo bem guardado nos rascunhos do meu e-mail. Poucos dos desabafos foram enviados a algum destinatário. Quando enviei, recebi respostas calorosas ou comentários posteriores taxando de drama tudo que disse.

Mientras tanto, quis chorar e não consegui. Apelei para livros, filmes e músicas, e nada me abalou. Mientras tanto, mandei mensagens de celular, andei sozinho, pensei muito e vi meu humor à beira de um ataque de nervos.

Segundo semestre chega, inferno astral acaba [?] e tento escrever. No formato de diário virtual, mais uma vez. Em outro endereço, mais uma vez. Vou tentar não esperar nada disso [nem de nada, ninguém]. Só vou tentar escrever. Quem sabe não volta a me acalmar? Quem sabe não volto a gostar da escrita? E que o vento realmente trace algum caminho.