segunda-feira, 21 de março de 2011

para acabar

"Por que não querer todos os dias aquele abraço quente, dormir de conchinha, rir ao adormecer, piadas muito particulares, linguagem própria, segredos e sexo pela manhã? Por que eu não haveria de gostar de saber de cor seus gostos e preferências, suas chatices e manias? Mas a vida acharia uma outra forma de eternizar esse 'sim'".

Para Francisco, Cris Guerra.



Foto guardada há tempos, com carinho, mas já sem o endereço de destino e feitura.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"De uma vida sem você, de tudo o que faltou ser".

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um dia desses...


Se fosse fácil mudar as vontades, eu casaria com ela. Por saber que o produto é mais que bom. Por saber que ela me guiaria nas danças, sem nenhum problema. Por saber das coerências dela. Por também querer escutar Cazuza e Barão na igreja – ou onde pudesse ser o nosso casório.

Por saber, ainda, que a cara de braba, de poucos amigos, esconde uma meiguice inestimável, um ombro sempre atento para confortar, uma bochecha sempre pronta para um beijo. Por saber que ela faria pão para mim, e babaria a performance de Wagner Moura até em uma comédia brasileira sem tanta graça assim.

Ela, talvez, ainda me ensinaria algo sobre os amores infrutíferos, e sobre uns valores humanos mais do que necessários. Porque um dia desses, quem sabe, eu me caso com você.


Do amor


"O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer"

Foto de Bruna Monteiro. Música de Tulipa Ruiz.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fantasias


“Ah, as fantasias sobre o amor absoluto. Sinto muita inveja da Mãe, cada vez que me lembro dessa história. E daria um braço, desde que não o meu braço de pintar, para ser objeto de um amor destes. Para ser a menina dos olhos de alguém. Deve ser uma sensação maravilhosa saber-se responsável pelo sorriso do outro, uma fonte inesgotável de poder”.

Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, de Fal Azevedo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Não repito apelidos, músicas, lugares. Mas repito saudade. Tudo culpa da minha ineficiência de finalizar ciclos. Hoje, essa bendita corrói tudo aqui. Tento um choro tímido, penso nas palavras que guardei e jamais consegui retirar da gaveta. Personifico outros sorrisos para minha galeria abastecida de expressões já amareladas pelo tempo.

E o tempo... Não para, não volta, não perdoa. E incomoda.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"E dos amigos que se foram
Eu hoje estou com saudade
Na noite quente e no calor
Que sobe do asfalto
Saudade quente
Saudade da roda de cerveja
Dos amigos da madruga e
Saudade de nadar no mar
E um dia ter sido mais puro
Saudade da primeira namorada
E namorado também
Saudade, principalmente
Da irresponsabilidade
Saudade, meus amigos
Daqui a pouco vou estar com vocês"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

de abrigo político em abrigo político, vou criando minhas alianças partidárias.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esconderijo

"Havia qualquer coisa de mágico numa ilha - a simples palavra sugeria fantasia. Perdia-se o contato com o mundo - uma ilha era um mundo próprio, um mundo à parte. Um mundo, talvez, do qual nunca poderemos regressar".

E não sobrou nenhum, Agatha Christie.

domingo, 30 de janeiro de 2011


Repetindo:

"Mas, é incrível: quando a gente perde alguém, não falta um pedaço. Esse alguém passa a fazer parte da gente". C.G.

Desde [antes de] ontem essa frase martela aqui. O que se perde, o que se ganha, qual o pedaço que fica no caminho da estrada que se divide?

Apesar da tatuagem, que tanto gosto, sonho, agora, por menos aglutinação. Porque o pedaço que passa a fazer parte quer, a todo momento, a todo custo, mostrar que está ali, figurando. Quer mostrar que é seu, apesar de sê-lo apenas metaforicamente. E sobra o latejar das pontadas.

É, neste caminho, intitulado talvez como o da volta, será necessário reaprender a ser o “eu, nós, todos”, destacando aquilo que a primeira pessoa consegue ser. Vai doer [está doendo], mas é preciso encurtar distâncias, é preciso achar a essência que ainda não se perdeu.

***

E do Personare:

O CEIFADOR

A IMPORTÂNCIA DE DEIXAR IR

Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Lucas. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.

Conselho: Viver é perder cascas continuamente!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Mas, é incrível: quando a gente perde alguém, não falta um pedaço. Esse alguém passa a fazer parte da gente". C.G.