segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rasgando

Os nós

Amar dói ao extremo. Cansa. Dá vontade de mais e mais, mesmo com o sofrimento. Mesmo vendo a pessoa amada com alguém – que pode mudar para outra, que pode voltar para si.

Esses encontros e desencontros deixaram-me triste na última sexta, quando vi o espetáculo de dança Entre Nós. Saí de casa no escuro. Recebi o convite, fui. E fui me encolhendo na cadeira, escutando músicas interpretadas por Maria Bethânia, todas falando de amor. Vi os olhos dos atores/dançarinos, expressivos, tristes. Prestei atenção em cada passo, gesto. Tudo de uma tristeza tão bonita. Cerca de 45 minutos de dores. E não saí arrependido.

O espetáculo, com Juan Guimarães [o único que consegui achar no twitter], está em cartaz no Barreto Júnior, todas as sextas, às 20h. Mais informações, na matéria do Diário de Pernambuco.

domingo, 18 de julho de 2010

Os conceitos da pós-modernidade precisam ser digeridos. Manual, please?

quarta-feira, 14 de julho de 2010



Preciso fazer um check-up médico urgente. Antes que essa pressão suba mais. Antes que esse coração queira tocar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

"mas não diga nada a ninguém"

"Carlos, sossegue o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será [...]"

Carlos Drummond de Andrade, Não se mate, em Antologia Poética

Para variar as cores

Semana de pós é quase sempre assim. Aflora novas vontades de vida, como ser expert em o que é cultura, ou ler todas as peças russas do início do século XX e, no momento, ser um grande conhecedor das artes plásticas.

Com essas vontades surgem o momento “preciso comprar um livro novo sobre isso”. Dessa vez, felizmente, consegui uma super promoção para sanar meu desejo. Há um bom tempo, o site da Americanas estava com uns livros de arte da editora Taschen a preços camaradas. R$ 12,90, cada.

O que eu mais queria estava esgotado, mas tinham outros interessantes e, só hoje, com mais 15% de desconto! Ou seja: dez livros da coleção (sendo três para presente), mais um outro para ajudar na minha vida profissional, por R$ 140!

Quem estiver com alguma reserva, ou precisar comprar algum livro, super indico. Sem falar que, dependendo do valor, o frete é grátis. E ainda dá para pegar em uma das lojas físicas sem pagar pela vinda também.

domingo, 11 de julho de 2010



O que me deixa triste é ainda achar que as pessoas têm bons sentimentos, que elas seriam incapazes de me machucar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Falta presente

20 anos. E eu que nem sabia que era, mas que já chorei e ri muito com ele.

"Preciso voltar e olhar de novo aqueles dois quartos vazios".

Ana Cristina Cesar, A teus pés

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fragmentos


Sempre me interesso pela melancolia. Pela interrogação estampada no rosto.

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Acordei com o coração tão acelerado hoje que pensei estar em pleno processo de infarto. Mas entendi que meu mal é infartar um pouco a cada segundo.

* Quadro de Paul Klee, intitulado Letter Ghost

Pausa do dia - 2

Todo dia escuto alguma[s] pérola[s] no trabalho. A de ontem foi cavalo raceado. Algo relacionado à mulher, mas prefiro não dar a explicação completa.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pausa do dia

Saber quando uma fofoca tem a possibilidade de queimar ainda mais uma pessoa, e você é proibido de contar? [...] É barra. =/

Eu compro, tu... Eu compro

Complicado superar essa fase consumista. Recebo praticamente todos os dias alguma newsletter com algo interessante que cairia muito bem nos novos cabides do meu guarda-roupa. Entre as últimas sugestões, a camisa abaixo, que remete à famosa foto do álbum Abbey Road, de uma banda chamada Beatles.


O produto, que estava esgotado, é da Camiseteria. A loja tem opções ótimas, preço razoável, com frete grátis a partir de R$ 80, e programa de pontos que é revertido em descontos. Tenho três camisas de lá e indico muito.

Como o assunto é camisa, lembrei da Nonsense, com estampas da louca Gaga e do filme Karate Kids, pegando carona na refilmagem do clássico. Aqui os preços são mais salgados, não há camaradagem com o frete e o estilo é mais pop.


Para acabar meu momento consumista, aviso: a Adidas do Plaza Casa Forte está lotada de tênis legais com descontos de mãe. Se eu não tivesse prometido gastar um valor X a partir desse mês, já estava com mais um par de tênis na minha coleção - como esse abaixo, disponível lá na cor verde!


domingo, 4 de julho de 2010

Segunda parte

O Personare, há pouco mais de um mês, deu a dica: escreva. Quer falar, expor sentimentos, situações? Não fale, escreva. Assim, seria mais fácil pensar e analisar com parcimônia a situação.

Escrevi muito. Em casa, no trabalho, no trânsito ou em festas, após beber um pouco [muito]. Tudo bem guardado nos rascunhos do meu e-mail. Poucos dos desabafos foram enviados a algum destinatário. Quando enviei, recebi respostas calorosas ou comentários posteriores taxando de drama tudo que disse.

Mientras tanto, quis chorar e não consegui. Apelei para livros, filmes e músicas, e nada me abalou. Mientras tanto, mandei mensagens de celular, andei sozinho, pensei muito e vi meu humor à beira de um ataque de nervos.

Segundo semestre chega, inferno astral acaba [?] e tento escrever. No formato de diário virtual, mais uma vez. Em outro endereço, mais uma vez. Vou tentar não esperar nada disso [nem de nada, ninguém]. Só vou tentar escrever. Quem sabe não volta a me acalmar? Quem sabe não volto a gostar da escrita? E que o vento realmente trace algum caminho.

Primeiro passo

Ainda estava claro quando eu pensei nisso.