Pois é, fica o dito e redito por não dito. Como se o ponto final fosse sinônimo de um vácuo. A seco.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Olha só
Não, não me parece de propósito. Lembro bem, desde a primeira vez, da expressão peculiar. Um sorriso meio meigo, meio bobo. Na falta de palavras, a boca se abre em um sorriso maior ainda, que já vai beirando um ar bobalhão, com um barulhinho mais bobo ainda. Mas de bobo, ali, não há nada - apesar da falha bem visível.
Engraçada essa intimidade com falta de, que provoca um vácuo nesses primeiros minutos de contemplação. Engraçado essa quebra de tempo. Engraçado o nome já próprio. Engraçado tudo parecer tão etéreo – e, quando menos se espera, tão sólido, vivaz, pro momento valer. Mas será que é próprio daquele futuro pré-combinado? Vejamos. Com os velhos, e nada combinados, sorrisos bobos e tudo.
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Aquilo que meu olhar guardou pra você
- Adaptação livre.
É, vai, pode ir embora. Agora, aproveita e leva os cigarros, o cinzeiro, as cinzas e os vários isqueiros velhos que ficaram espalhados pela casa. Ah, não se esquece de tirar o carregador da tomada perto da nossa cama, já que tu não vives sem esse teu celular. Nesse mesmo cômodo, pega aquele desodorante que eu não gosto muito do cheiro, o shampoo de caspa e aquela minha bermuda que você adorava usar para dormir. Ela, realmente, veste bem melhor em tu.
Tira da geladeira os sucos feitos com soja, as cervejas importadas, o vinho barato. Leva os livros de filosofia, as coleções de DVD, os jornais e revistas velhos. Fica atento para levar o teu cheiro, tuas lembranças que ficaram espalhadas em mim. Tira aquele arranhão que deixei da última vez. Não, não o deixe, apenas o jogue no lixo.
É, pode levar tudo que for teu. Só peço que me deixe, por inteiro, aqui.
"Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também"
É, vai, pode ir embora. Agora, aproveita e leva os cigarros, o cinzeiro, as cinzas e os vários isqueiros velhos que ficaram espalhados pela casa. Ah, não se esquece de tirar o carregador da tomada perto da nossa cama, já que tu não vives sem esse teu celular. Nesse mesmo cômodo, pega aquele desodorante que eu não gosto muito do cheiro, o shampoo de caspa e aquela minha bermuda que você adorava usar para dormir. Ela, realmente, veste bem melhor em tu.
Tira da geladeira os sucos feitos com soja, as cervejas importadas, o vinho barato. Leva os livros de filosofia, as coleções de DVD, os jornais e revistas velhos. Fica atento para levar o teu cheiro, tuas lembranças que ficaram espalhadas em mim. Tira aquele arranhão que deixei da última vez. Não, não o deixe, apenas o jogue no lixo.
É, pode levar tudo que for teu. Só peço que me deixe, por inteiro, aqui.
"Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também"
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Girando

Dias de silêncios insuportáveis. Dias de palavras viscerais. Que passam pela mente sem censura, que chegam à boca polidas, quase sem sentido. O coração diz, a mente completa verborragicamente, os lábios tolhem. Por isso, entre batuques, silêncios, agonias e pensamentos, fico com as palavras de outros. Marcelino Freire:
"Não dá para explicar. Nem para resumir. O tanto de mal-entendidos que percorre a vida do coitado do velho – refém da sorte e a caminho da morte. Os ruídos na comunicação, os diálogos que não dialogam. A falência múltipla de órgãos. Sistemas e pilhas. Ecos de um mundo assim, digamos, cada vez mais doente. E individualista. Quem escuta quem hoje em dia?".
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ela vai casar

"Me vi na sua mão"
Sem dúvida, uma das frustrações do carnaval foi não ter cantado “a música” para você, juntamente com o intérprete original. Mas como acordamos, foi melhor: ambos cansados, abusados às 2h, com vontade de banho e cama. Melhor assim. Sem dúvida (me achando), nada paga minhas performances adaptadas ao raiar deste novo ano ou em qualquer outro momento que me deu na telha de jactar esse carinho que transborda aqui por você.
Seu casamento não será domingo, nem na praia, apesar de ser no sol. Não será no mar, o navio a navegar, na verdade, será um avião rumando para o Velho Mundo – e todos ansiosos pela tal “foto” na torre Eiffel. Seu casamento, sem dúvida, não será nada tradicional, não faltarão gritos, amostramentos. Vai ser deveras pra sonhar. E eu, que só serei um mero coadjuvante, estou ansioso, contando os dias (exatos dois meses) para viver essa felicidade, partilhar dessa felicidade.
Camila Sátiro, Camilinha, Mila, Meu Amor. Por esses dias, senti a necessidade de escrever essas besteirinhas, registrar o muito de carinho que cá habita por você. Expor a alegria de ser membro de uma família linda, que nasceu do nada e, hoje, ao menos para mim, tem todo um significado. A nossa grande família e a nossa família que está por vir – vizinha, vizinha!
Ô, se eu chorar no grande dia, ou alguns dias antes, não liga. Vai ser como no ano novo, quando eu chorei no nosso abraço: choro de felicidade. Porque não é todo dia que a gente vê um amor de verdade ser selado – o nosso e o dos namorados. Não é todo dia que a gente recebe o passe livre para fazer parte desse amor. Não é todo dia que a gente tem várias mãos para caminhar, pra sonhar.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O que falta – ou o que sobra
Depois do choro, fica o pensamento: é pelo vazio? Que vazio? Se fosse assim, nada existiria, muito menos o choro. Também não se está completo. Talvez falte um pingo, falte a presença. Falta você.
Ficou aquele cheiro que não é de perfume, não é de desodorante. É de pele, é sentido quando se está juntinho, talvez tendo seu auge durante o despertar.
Ficou a trilha sonora. E até hoje não entendo o motivo d’ela ter como single principal o que foi. Ao menos sei que a compilação teve seu material extra transbordado apenas em um dos lados, não sei se o A ou o B.
Ficaram as manias, as expressões, os cacoetes – no fim, como um filho, que não é de nenhum especificamente, é dos dois por direito – ou de quem não consegue se desvencilhar disso.
Ficou a vontade, o sorriso, o olhar, o abraço, a pele, o silêncio, o tom de voz (o nosso), o sono por vezes perturbado, o céu, os lugares. Ficaram as datas, as lembranças. E o vazio, que, quando percebido, é transbordante.
Sobrou muito da gente em um só. Mesmo sabendo que o a gente foi tão efêmero, que não existe mais. Contudo, isso não sai. Com bucha, com sabão, com álcool – nem com faca. Ficou tudo. Às vezes, só falta você.
Ficou aquele cheiro que não é de perfume, não é de desodorante. É de pele, é sentido quando se está juntinho, talvez tendo seu auge durante o despertar.
Ficou a trilha sonora. E até hoje não entendo o motivo d’ela ter como single principal o que foi. Ao menos sei que a compilação teve seu material extra transbordado apenas em um dos lados, não sei se o A ou o B.
Ficaram as manias, as expressões, os cacoetes – no fim, como um filho, que não é de nenhum especificamente, é dos dois por direito – ou de quem não consegue se desvencilhar disso.
Ficou a vontade, o sorriso, o olhar, o abraço, a pele, o silêncio, o tom de voz (o nosso), o sono por vezes perturbado, o céu, os lugares. Ficaram as datas, as lembranças. E o vazio, que, quando percebido, é transbordante.
Sobrou muito da gente em um só. Mesmo sabendo que o a gente foi tão efêmero, que não existe mais. Contudo, isso não sai. Com bucha, com sabão, com álcool – nem com faca. Ficou tudo. Às vezes, só falta você.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Menos sete na estante

(em homenagem ao Menos um na estante)
Ano novo é sempre assim: uma lista de objetivos, de pode, não pode... Eu entrei nessa, mais uma vez. Pelo menos no ponto leitura, no primeiro mês, eu mais do que cumpri a meta. Amo comprar livros, amo estar em livrarias. Nos últimos tempos, contudo, a parte principal, ler, estava comprometida – sem concentração, sem tempo, sem saco. Vida nova e cá estou vencendo barreiras (tom dramático).
Não instituí um número fixo de livros para ler mensalmente. A única coisa que tentei determinar foi a descoberta de um clássico da literatura por mês. Neste, fui de Fim de Partida, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett. Já tinha lido, na verdade. Mas depois de escolhê-lo como presente para alguns (será que leram?), resolvi também agregar a minha coleção. Com um exemplar novo, nada mais justo do que mais um encontro com aquelas palavras – uma redescoberta.
Além desse, consegui finalizar outros seis livros. Exatamente, sete publicações lidas em janeiro. Antes de dormir, no caminho para o trabalho, nas noites de sábado sem farra... Não era exatamente uma obrigação, mas a busca, a vontade de retomar esse tipo de desejo. Consegui.
Entre as leituras, texto teatral, quadrinho/mangá, biografia, romance, crônicas gastronômicas... Diversidade, como pede a vida de um geminiano! Ah, ainda vale salientar que acabei de ler outros dois nesse período: Daytripper e Amar é Crime.
Para fevereiro, pretendo ter como clássico Grande Sertão – Veredas. Vejamos se consigo – livros cheios de páginas sempre me assustam. E esperemos que eu diminua a quantidade de livros não lidos na estante – de forma proporcional aos novos achados, claro!
Não instituí um número fixo de livros para ler mensalmente. A única coisa que tentei determinar foi a descoberta de um clássico da literatura por mês. Neste, fui de Fim de Partida, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett. Já tinha lido, na verdade. Mas depois de escolhê-lo como presente para alguns (será que leram?), resolvi também agregar a minha coleção. Com um exemplar novo, nada mais justo do que mais um encontro com aquelas palavras – uma redescoberta.
Além desse, consegui finalizar outros seis livros. Exatamente, sete publicações lidas em janeiro. Antes de dormir, no caminho para o trabalho, nas noites de sábado sem farra... Não era exatamente uma obrigação, mas a busca, a vontade de retomar esse tipo de desejo. Consegui.
Entre as leituras, texto teatral, quadrinho/mangá, biografia, romance, crônicas gastronômicas... Diversidade, como pede a vida de um geminiano! Ah, ainda vale salientar que acabei de ler outros dois nesse período: Daytripper e Amar é Crime.
Para fevereiro, pretendo ter como clássico Grande Sertão – Veredas. Vejamos se consigo – livros cheios de páginas sempre me assustam. E esperemos que eu diminua a quantidade de livros não lidos na estante – de forma proporcional aos novos achados, claro!
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